segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Comer, Orar, Amar de Elizabeth Gilbert

Um livro de viagens, pelo mundo e, em especial, pelo interior da autora. Aos trinta anos Elizabeth, escritora nova iorquina, muda radicalmente a sua vida e decide partir durante um ano pelo mundo fora em busca de si mesma. Itália, India e Indonésia, cada um destes destinos levam-na à descoberta daquilo que mais deseja no mundo: a felicidade.
Este livro é um relato escrito na primeira pessoa, de uma mulher madura, recém saída de uma depressão, que sente que ainda não encontrou o seu lugar no mundo. Liz não sabe bem o que quer mas sabe perfeitamente o que não quer. Deixa-se guiar pela sua poderosa intuição e num acto de coragem rompe com a sua vida e vai à procura do “qualquer coisa” que lhe mostrará o verdadeiro caminho para o equilíbrio pessoal.
Não é um livro para aqueles que não acreditam que o ser humano vai muito para além do plano meramente biológico. Fez um imenso sentido para mim, que me identifiquei com muitas das descobertas feitas por Liz, mas penso que este livro não faz sentido para qualquer um. Fiquei feliz por ter chegado a muitas das conclusões a que chegou esta escritora, mas sem ter saído de casa. Por outro lado, sinto que ela também me abriu ainda mais os olhos para continuar no caminho em que estou. E não preciso de me divorciar, nem de ir quatro meses para um ashram na India (espero!) para encontrar o meu caminho para a felicidade. Estou no sentido certo... foi o que concluí deste relato de Elizabeth.
Literariamente falando, achei a linguagem de Elizabeth extremamente coloquial e envolvente. É fácil perceber pelas suas palavras o mais complexo dos sentimentos e o mais filosófico dos pensamentos. Nas palavras desta escritora e jornalista americana tudo parece extremamente simples. Esse é, sem dúvida, uma das maiores virtudes deste livro: explicar por palavras simples o mais complicado dos conceitos religiosos.

4 comentários:

Cristina disse...

Tenho lá em casa para ler. Mas ainda não me aventurei.

Cristina

Mãe da Rita disse...

Li-o e gostei mas acho que não fez muito eco em mim, com alguma pena minha: gosto de me reconhecer e encontrei algo de demasiado americano que, decididamente, não ecoa cá dentro... É de fácil leitura, rápida e agradável.

mamã Xana disse...

Li-o numa altura complicada e acabou por me ajudar a olhar para os problemas que me afectavam de uma outra perspectiva.
Gostei muito, principalmente da parte de Itália (com a autora partilho o fascínio pela língua italiana e o prazer da comida deste país!). ;)

Fitinha Azul disse...

Foi a minha leitura de férias, gostei.

Bjs