quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Aves do Paraíso - Ana Nobre de Gusmão
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
No meu deserto, Miguel Sousa Tavares
É um livro na primeira pessoa com um tom encantatório, aliado à descoberta do deserto e da personalidade de uma mulher, acompanhante do narrador. O ponto de vista é sempre um pouco egocêntrico, mesmo arrogante e no topo de um narcisicmo um pouco (um pouco...) cansativo... Mesmo quando é a perspectiva da personagem feminina é através dele que nos chega e é um reflexo semelhante.
Gostei do tom poético, senti-me a fazer aquela viagem (adoro o deserto, diz-me que as minhas mais longínquas raízes são lá, especialmente na região da fronteira Tunísia-Argélia) mas nunca com aquela pessoa cheia de manias... É um livro pequeno que se lê rapidamente e nos transporta para o calor e a paisagem do deserto.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
O Planalto e a Estepe
Baseada em factos verídicos, ficcionados pelo autor, esta história põe em evidência a vacuidade de discursos ideológicos e palavras de ordem, que se revelam sem relação com a prática. Política internacional, guerra, solidariedade e amor, numa rota que liga um ponto perdido de África a outro da Ásia, passando pela Europa e até por Cuba. Uma viagem no tempo e no espaço, o de uma geração cansada de guerra num mundo cada vez mais pequeno.
Maravilhoso e comovente, este é um romance sobre o triunfo do amor, contra todas as vontades e todas as fronteiras.
terça-feira, 28 de abril de 2009
A Viagem do Elefante
Primeiro, quais as reacções de quem fica sem ele e de quem o irá obrigatoriamente acompanhar; depois, quem acompanha o bicharoco, como é reunido o grupo e como reagem as personagens a uma viagem planeada à portuguesa... Muita reflexão, muita ironia saramagueana, algumas divertidas comparações anacrónicas.
Tenho que dizer que não colocaria este livro ao nível de um delirante Todos os Nomes (acho que é um dos meus preferidos) ou do enredado História do Cerco de Lisboa ou mesmo dos cruéis Ensaio sobre a Cegueira e O Evangelho Segundo Jesus Cristo. Lê-se bem (um dos meus alunos do 8º ano leu-o e eu enchi-me de brios...) mas confesso que o fiz em doses pequenas porque lá me ia arrancando um bocejo... Quando estamos cansados, precisamos de mais do que de reflexões e eu acho que algo me foi escapando neste livro... Não querem falar de outros Saramagos lidos? Fez um ano que eu escrevi isto e eis-me de volta ao Conto... (já agora, tirem lá dali a foto da capa, Novembro já era há muito...)
quinta-feira, 23 de abril de 2009
O Filho Eterno
Editora: Gradiva Publicações
Sinopse:
Esta é uma frase-chave do belo romance de Cristovão Tezza sobre o seu filho Felipe, nascido com síndrome de Down. De facto, quando olhamos para o passado, a ideia de que nada poderia ter sido diferente serve de consolo - talvez por isso a noção de destino nos seja tão cara. Mas há escolhas que fazemos diariamente, e são estas que traçam o curso da nossa vida.
Neste livro corajoso, o autor expõe as dificuldades, inúmeras, e as pequenas e saborosas vitórias de criar um filho com síndrome de Down. Do anúncio do problema à ruptura na vida do casal que este provoca e à reflexão pessoal a que obriga.Com a precisão literária necessária ao respeito do distanciamento exigido pela forma ficcional e com o encadear de maneira clara referências pessoais e temporais díspares, Cristovão Tezza reforça, em O filho eterno, o seu lugar entre os maiores escritores brasileiros."
E no Dia Mundial do Livro, deixo este livro que me encheu as medidas.
A história de vida do escritor e do seu filho Felipe, portador de trissomia 21. Com uma sinceridade fora do comum.
Gostei imenso.
terça-feira, 24 de março de 2009
O Herói Sou Eu!
Não sei se os livros são de boa qualidade mas aqui fica a ideia.
"O projecto "O Herói Sou Eu!" resulta de uma parceria entre a escritora Maria João Lopo de Carvalho e a atxilipu. No início de 2007 a Maria João abordou a atxilipu no sentido de desenvolver um projecto de histórias infantis em que os heróis e heroínas pudessem ser quaisquer meninos e meninas que o quisessem ser. Pegando em cinco histórias escritas pela Maria João, duas das quais traduzidas para inglês, a atxilipu operacionalizou o projecto em estreita colaboração com a escritora, dando-lhe a forma que tem agora: uma colecção de 5 + 2 livros em que alguns dos principais elementos são personalizáveis (nome do herói, local onde mora, nomes dos amigos, etc.). O resultado são estas histórias em que cada criança se sente o verdadeiro herói pois é o seu nome que ouve a cada passagem da narrativa."
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Ensaio sobre a Cegueira
Título: Ensaio sobre a CegueiraAutor: José Saramago
Editora: Caminho
Sinopse:
"Uma cidade é devastada por uma epidemia instantânea de "cegueira branca". Face a este surto misterioso, os primeiros indivíduos a serem infectados são colocados pelas autoridades governamentais em quarentena, num hospital abandonado. Cada dia que passa aparecem mais pacientes, e esta recém-criada "sociedade de cegos" entra em colapso. Tudo piora quando um grupo de criminosos, mais poderoso fisicamente, se sobrepõe aos fracos, racionando-lhes a comida e cometendo actos horríveis. Há, porém, uma testemunha ocular a este pesadelo: uma mulher, cuja visão não foi afectada por esta praga, que acompanha o seu marido cego para o asilo. Ali, mantendo o seu segredo, ela guia sete desconhecidos que se tornam, na sua essência, numa família. Ela leva-os para fora da quarentena em direcção às ruas deprimentes da cidade, que viram todos os vestígios de uma civilização entrar em colapso. A viagem destes é plena de perigos, mas a mulher guia-os numa luta contra os piores desejos e fraquezas da raça humana, abrindo-lhes a porta para um novo mundo de esperança, onde a sua sobrevivência e redenção final reflectem a tenacidade do espírito humano."
Estreei-me na obra do nosso Nobel. E francamente, gostei. Um tema muito original. Acho que vou aventurar-me outra vez na sua já extensa bibliografia.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Dos livros do mês II
Dos livros do mês
Vou dar o pontapé de saída.
Da obra do Eça, de que sou fã, escolhi dos poucos que ainda não tinha lido: A Cidade e as Serras.
Ao contrário do que me sucedeu com todos os livros que li dele, em que a acção flui, em que as descrições me entusiasmam, o sentimento que mais frequentemente pontuou esta minha leitura foi o do tédio. Para combinar com o tédio do Jacinto de Paris. A acção não andava, arrastava-se. Havia alturas em que parecia que a história era um cavalo de baloiço, andava, andava sem sair do lugar. Foram raras as vezes em que me arrancou uma gargalhada (só me recordo de uma), ao contrário do que sempre me sucedeu nos livros dele. Entendi, 15 anos depois, porque é que tinha desistido de ler este livro da primeira vez que lhe peguei. Uma pena...
terça-feira, 23 de setembro de 2008
O Sétimo Selo
Título: O Sétimo SeloAutor: José Rodrigues dos Santos
Editora: Gradiva
Sinopse:
"Um cientista é assassinado na Antárctica e a Interpol contacta Tomás Noronha para decifrar um enigma com mais de mil anos, um segredo bíblico que o criminoso rabiscou numa folha e deixou ao lado do cadáver: 666. O mistério em torno do número da Besta lança Tomás numa aventura de tirar o fôlego, uma busca que o levará a confrontar-se com o momento mais temido por toda a humanidade: O apocalipse. De Portugal à Sibéria, da Antárctica à Austrália, O Sétimo Selo transporta-nos numa empolgante viagem às maiores ameaças que se erguem à sobrevivência da Humanidade. Baseando-se em informação científica actualizada, José Rodrigues dos Santos volta com este emocionante romance aos grandes temas contemporâneos, numa descoberta que poderá abalar a forma como cada um de nós encara o futuro da humanidade e do nosso planeta. Prepare-se para o choque."
Gostei apesar do tema recorrente do fim do mundo. Mas é actual e realista e dá que pensar. Lê-se bem e está muito bem fundamentado, com uma pesquisa muito exaustiva sobre o tema do livro: as variações climáticas e a sua importância para o futuro da humanidade.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Capitães de Areia
A par com A Sombra do Vento, que também me acompanhou nestas férias, e para provar (se necessário fosse) que o clube nos traz coisas muito boas. Quando acabei o livro de Carlos Ruiz Zafón, ainda em transe, como a Ana, com a trama, entrei numa daquelas papelarias de «vão de escada» (nunca levo livros para as férias. Entro e compro num sítio qualquer.) a pensar que raio agora vou ler que possa «substituir» o primeiro.
E vi-o :) E já não o consegui largar mais.
É a história dos meninos abandonados da Bahia. Que vivem ao Deus-dará.
«Esta obra relata as peripécias dos meninos de rua da Bahia, na década de 30, tendo como pano de fundo a miséria do cais de S. Salvador e a sombra protectora da mãe de santo Aninha. Mostra o quotidiano do grupo e o seu modo de agir, de conviver, a sua luta por alimento, abrigo, dinheiro, em suma, pela sobrevivência. Procura demonstrar que a sociedade é que leva essas crianças ao crime e à marginalidade. É também a história dos amores de Pedro Bala e Dora, figura feminina frágil mas, ao mesmo tempo, protectora.
A violência, sempre presente no quotidiano destes jovens que vivem do roubo, tem o seu contraponto na amizade que os une e nos momentos em que, extasiados, ouvem, como qualquer criança, histórias de aventureiros, de homens do mar, de personagens heróicas e lendárias…»
domingo, 24 de agosto de 2008
Alto lá!!!...
Fomos conquistadas pelo Cuquedo. 
O Cuquedo é muito assustador, prega sustos a quem estiver parado no mesmo lugar.
Muito divertido, com ilustraçõe magníficas. Conquistou-nos de imediato e já ouço a minha pequena L dizer a todo o momento o "Ai tu não sabes??", tão exclamado neste livro.
FICHA
Título O Cuquedo
Autor(es) Clara Cunha, Paulo Galindro (ilustrador)
Editora Livros Horizonte
Data de edição 2008
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Alice Vieira
"A minha infância foi um corredor muito grande que rangia pela noite dentro, os termómetros com que me viam a febre, o sabor adocicado do Ceregumil que me faziam beber porque tinha vitaminas .
A minha infância foi não ter tido amigos da minha idade, não ter ido à escola, não ter esfolado os joelhos, não ter sujado sequer os bibes de folhos que me vestiam sobre os fatos .
A minha infância foram os amigos encontrados nas páginas dos livros, O Feiticeiro de Oz, As Aventuras de Tibicuera, O Romance da Raposa, O Menino Enjeitado, as Aventuras de Sandokan, do Lagardére, tantos, tantos. A minha infância foi também uma velha máquina de escrever, onde tentei juntar letras, fazer palavras, e que bonito era aquele som! A minha infância, acho que só começou quando entrei no Liceu Filipa de Lencastre e pela primeira vez brinquei com gente da minha idade. Da minha infância, acho que só gostei da máquina de escrever. Da minha infância, só isso guardo : está aqui, é nela que hoje escrevo. E o som ainda é o mais bonito de todos ."
Antologia Diferente: De que são feitos os sonhos?
Porto: Areal Editores, 1986, pág. 183
Alice Vieira nasceu em 1943 em Lisboa. É licenciada em Germânicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 1958 iniciou a sua colaboração no Suplemento Juvenil do Diário de Lisboa e a partir de 1969 dedicou-se ao jornalismo profissional. Desde 1979 tem vindo a publicar regularmente livros tendo, actualmente editados na Caminho, cerca de três dezenas de títulos.
Recebeu em 1979, o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com Rosa, Minha Irmã Rosa e, em 1983 com Este Rei que Eu Escolhi, o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil e em 1994 o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra. Recentemente foi indicada pela Secção Portuguesa do IBBY (International Board on Books for Young People) como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen. Trata-se do mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens, atribuído a um autor vivo pelo conjunto da sua obra.
Alice Vieira é hoje uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens, tendo ganho grande projecção nacional e internacional. Várias das suas obras foram editadas no estrangeiro. As suas obras foram traduzidas para várias línguas, como o alemão, o búlgaro, o basco, o castelhano, o galego, o francês, o húngaro, o neerlandês, o russo e o servo-croata. Foi casada com o também jornalista e escritor Mário Castrim. Tem dois filhos, sendo a sua filha, Catarina Fonseca, escritora e jornalista.
Ver entrevista dada a alunos; interessantes informações sobre o livro do mês de Junho.domingo, 18 de maio de 2008
O rapaz de bronze
Sabes - dizia Florinda ao Rapaz de Bronze - em frente da minha janela há uma tília. E no Verão, quando durmo com a janela aberta, antes de adormecer olho para a tília e vejo as folhas da tília a dançar, vejo-as fazer sinais umas às outras e oiço-as conversas, e oiço um murmúrio de segredos. E de dia conto isto às pessoas. Mas todos dizem: - as folhas não conversam nem fazem sinais. É o vento que faz mexer as folhas.
No meio da minha recente mudança de casa, "tropecei" num livro que julgava perdido, depois da venda da minha casa de infância. Afinal, resgatara-o a tempo e tinha-o aqui ao lado. É um livro que adorei e adoro, para todas e quaisquer idades.
O Rapaz de Bronze, de Sophia de Mello Breyner (8.ª Ed., Moraes Editores), fez-me sonhar muito quando, há mais de 20 anos atrás, o li pela primeira vez... E marcou-me para sempre...
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Livro do mês - Maio
Ainda não votaram todas, mas parece-me que o Agualusa vai a caminhar a passos largos para a maioria.
As Mulheres do Meu Pai, de José Eduardo Agualusa, será então o livro do mês de Maio.
Confesso que já li para aí 1/3. Fiquei com vontade de o ler e fui a correr comprá-lo na quarta-feira passada, para levar de fim-de-semana.
Estou a AMAR.
Sinopse:
Faustino Manso, famoso compositor angolano, deixou, ao morrer, sete viúvas e 18 filhos. A mais nova destes, Laurentina, diretora de cinema e documentarista, tenta reconstruir a atribulada vida do falecido músico.
Em As Mulheres do Meu Pai, realidade e ficção correm lado a lado, a primeira alimentando a segunda. Nos territórios que José Eduardo Agualusa atravessa, porém, a realidade é quase sempre mais inverossímil do que a ficção. Os quatro personagens do romance que o autor escreve, enquanto viaja, vão com ele de Luanda, capital de Angola, até Benguela e Namibe; cruzam as vastas areias da Namíbia e as suas povoações fantasmas, alcançando, finalmente, a festiva Cidade do Cabo, na África do Sul. Continuam, depois, rumo a Maputo, e de Maputo a Quelimane, junto ao rio dos Bons Sinais; dali até à pequena ilha mágica, onde morreu o poeta Tomás Antônio Gonzaga. Percorrem, nesta deriva, paisagens que fazem fronteira com o sonho e das quais emergem, aqui e ali, os mais estranhos personagens.
As Mulheres do Meu Pai é um romance sobre mulheres, música e magia. Anuncia-se, nestas páginas, o renascimento de África, continente afectado por problemas terríveis, mas abençoado pelo talento da música, o sempre renovado vigor das mulheres e o secreto poder de deuses muito antigos.
Deixo aqui a capa da versão original, infinitamente mais bonita que a portuguesa:
quarta-feira, 23 de abril de 2008
O Conto da Ilha Desconhecida
Editorial Caminho
Género(s): Literatura
Ilustrador(es): Bartolomeu dos Santos
Ilustrações: cores
Acabamento: brochado
Dimensão: 13,5x21 cm
Páginas: 40
Peso: 68 g Colecção: «Obras de José Saramago», n.º 30
Código: 27.030
ISBN: 9789722112635
1.ª edição: Maio 1999
2.ª edição: Julho 2005
Preço: 5,00 € ','','http://www.editorial-caminho.pt/img/cesto_ROL.gif',1)" onmouseout="MM_swapImgRestore()">
quinta-feira, 3 de abril de 2008
O Livro das Lengalengas 2 - António Mota
É fácil. São lengalengas.
Eu sou um zero à esquerda no que toca a saber alguma lengalenga. Não sei, confesso.
E quando vi este livro, pensei logo em trazê-lo. Não havia o primeiro, mas irei comprá-lo. Ainda não deu para ler todas, mas algumas já foram lidas e ouvidos com um sorriso. O meu filho gosta muito de livros.
Se há melhores ou não, não sei. Gostei deste.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Livro das Boas-Noites
Este é o livro que tem de ser lido, pelo menos, uma vez antes de deitar. A Leonor adora a história e as ilustrações. Da minha parte, já sei alguns poemas de cor e não me canso de o ler pois é divertido e ao mesmo tempo mostra alguns "males" e "bens" do ser humano de uma forma, bem soft, para os pequenos e também para nós pais que por vezes esquecemo-nos do mais importante desta vida....
Editor: AMBAR
Ano de Edição/ Reimpressão: 2006
Rio das Flores
Terminei-o já hoje, devia dormir há horas, mas não o consegui largar.
Tal como o Equador este livro lê-se bem, com entusiasmo e sem perder o fio à meada. Linguagem leve e escorreita. Personagens bem desenhadas que conseguimos ver como se de um filme se tratasse. É um bom romance, uma estória interessante passada numa época que nos diz muito e da qual, a maior parte das vezes sabemos pouco. Da história recente de Portugal e Brasil aprendi bastante, muito embora por vezes essa contextualização histórica esteja um pouco forçada e não se encadeie harmoniosamente com o enredo, como seria desejável.
Se compararmos com o Equador é pior mas, ainda assim, recomendo.
Versos de Fazer Ó-Ó

O contributo é da mãe da repolha.
Eu acho muito bons os contributos, e este em particular. Também há lá por casa e serve o propósito de embalar o sono.
Versos de fazer Ó-Ó, Letria-Letria, Lisboa, 2005, Terramar.





