quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Dormir Nu é Ecológico


É uma leitura interessante, informativa e cativante: a jornalista Vanessa Farquharson decide fazer uma mudança por dia na sua rotina, durante um ano, de forma a descobrir alternativas ecológicas e promover a defesa do planeta, mantendo um blogue aberto. Trata-se de uma ano bissexto e algumas das mudanças mostraram ser complicadas, aspectos que nos são referidos neste livro. Para diminuir a pegada ecológica, ela abdica de coisas como o frigorífico, de cotonetes, de gelados em copo e de alimentos produzidos fora da sua região, o que torna um Inverno passado em Ontário particularmente difícil... É uma leitura fácil e agradável, cheia de sugestões interessantes e referências a coisas em que, se calhar, nunca pensámos... Para me tornar uma cicadã mais ecológica, é um livro que vou pôr a circular como oferta de Natal mas que aconselho vivamente: cada um de nós encontrará nele opções que nos ajudarão a conservar o planeta. Li sobre ele aqui e despertou-me a atenção. Quero aconselhá-lo à Sílvia porque acho que ela encontrará imensas sugestões a pôr em prática...

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

O Símbolo Perdido - Dan Brown

Nasceu no dia 22 de Junho de 1964.

Descobriu já adulto a leitura e os livros mainstream, até aí as suas leituras tinham-se limitado aos clássicos de leitura obrigatória na escola secundária.
Dan Brown nunca receberá um Nobel da literatura, nem sequer prémios literários, mas é uma máquina de fazer dinheiro e vende livros como poucos. Tem um talento raro que é construir histórias intricadas, complicadas, com muito conteúdo, bem fundamentadas e que nos fazem ficar sem fôlego até à última página. É um estilo. Não é pior nem melhor que outros é simplesmente diferente. Essencialmente, mesmo sendo muito comercial e popular, é muito bem feito e de excelente qualidade.
Este último livro, que li em 6 dias, é exactamente um livro desses. Um perfeito exemplo da técnica Brownesca. O símbolo perdido transporta-nos a uma realidade muito actual em que estão em causa temas como o poder da mente humana, a existência de Deus e a definição do mesmo, a chegada de uma nova era e a base comum universal e única de todas as religiões. Tratando-se de temas pelos quais me interesso muito este livro teve a capacidade de ainda me envolver mais do que é costume.
As críticas literárias de pseudo-intelectuais que parecem só dar valor a autores que vendem pouco, atirando-se como gatos a bofe a tudo o que é comercial e best seller, valem o que valem. Para mim não valem nada. Adoro ler e tiro tanto prazer de um livro do Murakami, do Saramago, do Márquez, do Eça de Queiroz, como de um Dan Brown.

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

o Pitta convenceu-me



será a minha próxima aquisição.

Algo para te dizer.

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

O melhor livro do Verão

E já me esquecia dele. :S

Estava na lista dos to/must read, desde que saiu, pela primeira vez. Este Verão lembrei-me dele.

É um dos melhores livros que já li na vida. Pela escrita, pela história, por tudo aquilo em que nos faz pensar.



Expiação, de Ian McEwan
Edição/reimpressão: 2002
Páginas: 352
Editor: Gradiva Publicações
Preço: 17,50 €






«No dia mais quente do Verão de 1935, Briony Tallis, de 13 anos, vê a irmã Cecilia despir-se e mergulhar na fonte que existe no jardim da sua casa.
É também observada por Robbie Turner, um amigo de infância que, à semelhança de Cecilia, voltou há pouco tempo de Cambridge. Depois desse dia, a vida das três personagens terá mudado para sempre. Robbie e Cecilia terão ultrapassado uma fronteira que, à partida, nem sequer imaginavam e tornar-se-ão vítimas da imaginação da irmã mais nova. Briony terá presenciado mistérios e cometido um crime que procurará expiar ao longo de toda a sua vida.
Expiação é, porventura, a melhor obra de Ian McEwan. Descrevendo de forma brilhante e cativante a infância, o amor e a guerra, a Inglaterra e a situação de classes, contém no seu âmago uma exploração profunda - e muito comovente - da vergonha, do perdão, da expiação e da dificuldade da absolvição.»

quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Chico Buarque















Li, de uma assentada, os 2 livros, este Verão. As histórias são muito diferentes, a escrita é a dele, reconhecível, elaborada. Gostei de ambas as obras, sem que as considere obras-primas, do ponto de vista do enredo, que o resto está tudo muito bem pensado, e acima de tudo muito bem escrito. Lêem-se ao sabor de uma canção. Uma das dele.

Budapeste: Budapeste
Autor: Buarque, Chico
Editora: BIS (Colecção de bolso da D. Quixote/Leya)
P.V.P.: € 5,95

José Costa é um escritor anónimo pago para produzir artigos de jornal, discursos políticos, cartas de amor, monografias e autobiografias romanceadas que outros assinam. Um dia, regressando de um congresso de escritores anónimos em Istambul, é obrigado a fazer uma escala forçada em Budapeste. Fascinado pela língua magiar, «segundo as más-línguas, a única língua que o Diabo respeita», José Costa retorna à capital húngara, passando a ser Zsoze Costa, e tornando-se amante de Kriska, a sua professora. A obsessão de dominar completamente o novo idioma leva-o a viver num tresloucado vaivém entre o Rio de Janeiro, onde vive com a sua mulher Vanda, e Budapeste, onde passa a viver com Kriska. Budapeste é a história de um escritor dividido entre duas cidades, duas mulheres, dois livros e duas línguas, uma intrigante e por vezes divertida especulação sobre identidade e autoria.

Leite Derramado
Autor: Buarque, Chico
Editora: Dom Quixote
P.V.P. € 14,00

Um homem muito velho está num leito de hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história da sua linhagem, desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até ao tetraneto, um jovem do Rio de Janeiro actual. Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e económica, tendo como pano de fundo a História do Brasil dos últimos dois séculos.

quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

O Planalto e a Estepe


Angola, dos anos 60 aos nossos dias. A história real de um amor impossível.


Do encontro entre um estudante angolano e uma jovem mongol, nos anos 60, em Moscovo, nasce um amor proibido.
Baseada em factos verídicos, ficcionados pelo autor, esta história põe em evidência a vacuidade de discursos ideológicos e palavras de ordem, que se revelam sem relação com a prática. Política internacional, guerra, solidariedade e amor, numa rota que liga um ponto perdido de África a outro da Ásia, passando pela Europa e até por Cuba. Uma viagem no tempo e no espaço, o de uma geração cansada de guerra num mundo cada vez mais pequeno.
Maravilhoso e comovente, este é um romance sobre o triunfo do amor, contra todas as vontades e todas as fronteiras.


FANTÁSTICO! Podem ver aqui o 1º capítulo.

sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Feira do Livro de Cascais

Aceitam-se combinações de encontros ;).