quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Dormir Nu é Ecológico
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Concílio Final de Maio
Agora que Maio está já de partida, digam coisas sobre o livro do mês:
- quantas o leram?
- gostaram?
- aspectos a destacar.
(Esperam-se sugestões para Junho, que está aí à porta e traz feriados... O que compraram na Feira do Livro?)
quarta-feira, 25 de março de 2009
O Incrível Rapaz que Comia Livros
"Esta é a história de um rapaz com um apetite insaciável… por livros. Um dia, assim por acaso, o Henrique descobre esta estranha paixão, que se transforma numa mania constante e deliciosa! E eis a parte melhor: quanto mais livros devora, mais esperto fica. O Henrique sonha tornar-se na pessoa mais esperta do mundo. Até que percebe os malefícios deste hábito peculiar…. Já não consegue digerir bem, as coisas que aprendeu começam a ficar todas baralhadas e tem de parar."
É tão, tão giro...
Prima pela originalidade. A história é divertida e com uma mensagem bem importante. A ilustração é muito boa e o livro vem já com uma bela dentada do Henrique...
terça-feira, 24 de março de 2009
Elmer
Mais um dos preferidos cá de casa. Uma história de aceitação de diferenças, parece-me, apesar de as sinopses não falarem muito nessa vertente. Muito bom.
Elmer
David McKee
Elmer não é um elefante como os outros. É um elefante aos quadrados coloridos, e muito brincalhão.
O britânico David McKee é autor-ilustrador de numerosos livros, sempre acolhidos com aplauso pela crítica e pelo público. A sua série sobre o elefante Elmer já vendeu, a nível mundial, mais de dois milhões de exemplares.
Livro recomendado pelo Serviço de Apoio à Leitura do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas
Editora: Caminho
Ilustrador(es): David Mckee
Preço: 12,60 €
segunda-feira, 23 de março de 2009
Mãe
Adivinha Quanto Eu Gosto de Ti...
Inspiradas pela mudança de estação, deliciámo-nos com o Adivinha Quanto Eu Gosto de Ti na Primavera. Um doce hino à ternura. Fiquei com vontade de comprar os outros da colecção.
Ficha:
Adivinha Quanto Eu Gosto de Ti na Primavera
Sam McBratney
A Pequena Lebre Castanha adora brincar na Primavera, quando tudo está a crescer e a mudar. Mas será que consegue adivinhar aquilo em que uma pequena lebre castanha se vai transformar?
Dos criadores de Adivinha Quanto Eu Gosto de Ti, quatro novas histórias encantadoras, perfeitas para partilhar com os seus filhos!
Editora: Caminho
Data: Janeiro 2009
Preço: 6,90 €
quarta-feira, 11 de março de 2009
O Jogo do Anjo
Sinopse:
Gostei bastante. Apesar de seguir uma linha semelhante ao grande Sombra do Vento. Mas quando se gosta do autor, é raro surpreenderem-nos com os temas escolhidos. Pelo menos, a mim isso acontece. Acho engraçado o facto de focar muito os livros, a escrita, as livrarias e todo esse mundo das letras.
E pessoal, o blog também entrou em crise? Já não há livro do mês? Sugestões aceitam-se!
segunda-feira, 2 de março de 2009
O Sonho do Ursinho Rosa

O urso rosa chorava desolado, porque tinha perdido o seu sonho. A girafa foi ao céu, o cavalo percorreu a terra e a rã mergulhou no fundo do rio. Nada do que trouxeram fez parar o ursinho rosa de chorar. De uma forma carinhosa, estas personagens transmitem que, às vezes, ter boas intenções não chega para ajudar alguém, é preciso ser compreensivo e tentar perceber o que o outro realmente precisa. Os três animaizinhos não perguntaram qual era o sonho do ursinho rosa. Em vez disso, trouxeram-lhe os seus sonhos.
Muito engraçado. Uma lição tão importante para os miúdos como para os pais... não vão eles impor os seus sonhos aos pequenotes.
O Sonho do Ursinho Rosa
Autor: Aliaga, Roberto
Editora: OQO
P.V.P. € 11,90
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
O Rapaz do Pijama às Riscas

O Rapaz do Pijama às Riscas
John Boyne
Edições Asa
É um livro dirigido a crianças ou jovens. Definitivamente. E tem de ser lido nesse pressuposto.
Achei a ideia magnífica. O pai, comandante, que se muda para Auschwitz, para dirigir os destinos do campo da morte e do horror. A mãe insatisfeita e frustrada, que resiste às custas do licor e de um amante fugaz. A irmã a crescer, numa pré-adolescência que colide com a inocência do Bruno, tão alheio à realidade que o cerca. E o Bruno, de 9 anos, arrancado do conforto de Berlim, para seguir a família para uma terra inóspita e desinteressante.
A ideia é magnífica, mas, não obstante saber que se trata de um livro dirigido aos mais miúdos, acho que aquele terror foi tratado com excessiva leveza. Cheio de meias-palavras, o mais brutal fica nas entrelinhas. Falta-lhe sumo.
Creio que será a excepção que confirma a regra: normalmente acho os livros muito superiores ao filme. Neste caso, apesar de ainda não ter visto o filme, suspeito que tem tudo para ser muito melhor que o livro, acrescentando-lhe as descrições e a dose de realismo que faltam ao livro.
A última frase do livro é romântica, mas irrealista: diz-nos que o que aconteceu na Alemanhã nazi não poderá novamente acontecer, "Não nos dias de hoje, não na época em que vivemos". Será? E Darfur, por exemplo?
Uma franca desilusão.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Comer, Orar, Amar de Elizabeth Gilbert
Um livro de viagens, pelo mundo e, em especial, pelo interior da autora. Aos trinta anos Elizabeth, escritora nova iorquina, muda radicalmente a sua vida e decide partir durante um ano pelo mundo fora em busca de si mesma. Itália, India e Indonésia, cada um destes destinos levam-na à descoberta daquilo que mais deseja no mundo: a felicidade.
Este livro é um relato escrito na primeira pessoa, de uma mulher madura, recém saída de uma depressão, que sente que ainda não encontrou o seu lugar no mundo. Liz não sabe bem o que quer mas sabe perfeitamente o que não quer. Deixa-se guiar pela sua poderosa intuição e num acto de coragem rompe com a sua vida e vai à procura do “qualquer coisa” que lhe mostrará o verdadeiro caminho para o equilíbrio pessoal.
Não é um livro para aqueles que não acreditam que o ser humano vai muito para além do plano meramente biológico. Fez um imenso sentido para mim, que me identifiquei com muitas das descobertas feitas por Liz, mas penso que este livro não faz sentido para qualquer um. Fiquei feliz por ter chegado a muitas das conclusões a que chegou esta escritora, mas sem ter saído de casa. Por outro lado, sinto que ela também me abriu ainda mais os olhos para continuar no caminho em que estou. E não preciso de me divorciar, nem de ir quatro meses para um ashram na India (espero!) para encontrar o meu caminho para a felicidade. Estou no sentido certo... foi o que concluí deste relato de Elizabeth.
Literariamente falando, achei a linguagem de Elizabeth extremamente coloquial e envolvente. É fácil perceber pelas suas palavras o mais complexo dos sentimentos e o mais filosófico dos pensamentos. Nas palavras desta escritora e jornalista americana tudo parece extremamente simples. Esse é, sem dúvida, uma das maiores virtudes deste livro: explicar por palavras simples o mais complicado dos conceitos religiosos.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
A Festa do Chibo
"Neste seu novo romance, o escritor peruano Mário Vargas Llosa debruça-se sobre a figura do ditador dominicano Rafael Trujillo, que esteve no poder durante 31 anos (foi deposto e assassinado numa conjura em 1961). Mas, como diz o autor em entrevista (Visão, 8/3/2001), este livro 'pretende transcender a figura de Trujillo para se transformar num romance sobre todas as ditaduras'. O título vem duma das alcunhas que o povo pôs a este ditador, que, como outros ditadores, cometeu as maiores atrocidades (conta-se que chegou a obrigar um dos seus súbditos a comer o próprio filho), mas também foi considerado uma espécie de semi-deus (e daí a sua perpetuação no poder durante tanto tempo). No romance, muito bem documentado, convergem três histórias: a de Urania Cabral (esta uma personagem inventada por Vargas Llosa 'porque não queria que o romance fosse contado apenas a partir do interior da ditadura', Visão, ibid.), uma mulher que regressa à República Dominicana nos anos 90, depois de uma ausência de mais de trinta anos, a dos conjurados de 61, e a das atrocidades de Trujillo." Daqui
No seguimento do espírito do Clube do Livro, a Tânia emprestou-me este livro. Gostei imenso. Algumas descrições finais até me deixaram mal-disposta tal o realismo. Recomendo. Bem como uma dose extra de sangue frio...
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
A Sombra do Vento
Tudo começa em Barcelona, em 1945. Daniel Sempere está a completar 11 anos. Ao ver o filho triste por não conseguir lembrar-se do rosto da mãe já morta, o seu pai dá-lhe um presente inesquecível: numa madrugada fantasmagórica, leva-o a um misterioso lugar no coração do centro histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido de poucos barceloneses, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de alguém que as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de A Sombra do Vento, do também barcelonês Julián Carax."
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Mais GGM

Acabei de o comprar. De 1961, publicado agora pela Dom Quixote. Vou ali lê-lo e já volto.
Adenda: depois de achar que "já tinha lido isto em qualquer lado", confirmei o disparate feito: este romance é o mesmo "Horas más", publicado pela Quetzal e que eu já tinha comprado e lido há uma dezena de anos... Enfim, liberdades do tradutor transformaram um pouco o título e induziram-me em erro.
domingo, 24 de agosto de 2008
Rita, a Borboleta

Outra das conquistas do momento é a história da Rita, com a chancela da OQO, que já nos habituou à qualidade do costume.
Desta vez mais didáctica, é a história da Rita borboleta, malandra e temerária, que aprendeu uma lição. Em pleno nos terrible two da minha filha, dá-me um jeitaço aproveitar estas oportunidades para fazer passar a mensagem.
FICHA:
Rita
Autora: Rachel Chaundler; Ilustração de Bernardo Carvalho
Editor: OQO
Ano de Edição: 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Inveja de Kathryn Harrison
Uma menina amiguita deu-me este livro assim de repente, inesperadamente. Fiquei-lhe muito agradecida...
Sinopse
Will tem uma boa vida sexual - com a mulher com quem casou. Então porque é cada vez mais perseguido por fantasias eróticas violentas que, caso transbordassem da sua imaginação para o mundo real, teriam o poder de fazer soçobrar não só a sua família mas a sua carreira? Está prestes a perder o domínio quando participa num encontro de ex-alunos do curso universitário que frequentou, e aí descobre indícios de uma antiga traição sexual, suficientemente grave para ameaçar destruir o presente, ao mesmo tempo que constitui uma chave para as suas perigosas obsessões.
Não sei fazer críticas literárias... digo apenas que gostei.
É um bom livro para quem gosta de se meter nos pensamentos dos outros.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Anne Bishop e a Trilogia das Jóias Negras
Os meus gostos literários são mesmo estranhos e diversificados...
Em três tempos li 4 livros de fantasia menos fáceis de ler.
Não que a escrita seja má, pelo contrário, mas porque requer mesmo alguma imaginação. São mundos e outras coisas mais. A maneira de viver, pensar, agir são diferentes... e eu gosto destes mundos diferentes....
Eu gostei, mas acredito que muita gente não goste.
Sinopses:
Há setecentos anos atrás, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros súbditos, uma Viúva Negra profetizou a chegada de uma Rainha na sua teia de sonhos e visões.
Agora o Reino das Sombras prepara-se para a chegada dessa mulher, dessa Feiticeira que terá mais poder do que o próprio Senhor do Inferno. Mas a Rainha ainda é nova, passível de ser influenciada e corrompida.
E quem controlar a Rainha controlará o mundo. Três homens poderosos ¿ inimígos de sangue ¿ sabem isso. Saetan, Lucivar e Daemon apercebem-se do poder que se esconde por trás dos olhos azuis daquela menina inocente. E assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, onde as armas são o ódio e o amor. E o preço pode ser terrível e inimaginável.
Jaenelle chegou para ocupar o seu lugar, mas mesmo a protecção dos Senhores da Guerra não impediu que os seus inimigos lhe provocassem um terrível mal. Agora é necessário protegê-la até às últimas consequências. Mas será que ainda é possível recuperar Jaenelle?
Incapazes de atingir Jaenelle, a jovem Rainha, os membros corruptos dos Sangue fazem um jogo perverso de diplomacia e mentira, procurando destruir aqueles que sempre deram tudo por ela. E revertem as culpas para o seu tutor, Saetan, que passa a ser visto como a maior das ameaças ao poder instituído.
Com Jaenelle como Rainha, a chacina do povo e a profanação das terras irá terminar. Porém, onde se fechou uma porta poderá abrir-se uma janela... E mesmo que Jaenelle possa contar com os seus aliados, talvez não seja suficiente: só um terrível sacrifício poderá salvar o coração de Kaeleer…
Qual a origem das jóias e do seu poder? Qual o passado de Saetan, o Senhor Supremo do Inferno? O que esconde a vida pessoal do misterioso Lucivar? Conseguirá Jaenelle ser feliz ou terá sacrificado a sua felicidade com Daemon para poder salvar o mundo?
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Acabadinho de Ler
Pelo Mundo Fora, Julia Glass
«Pelo Mundo Fora é um romance humano, vívido, de esperança e perda, loucura e perdão, que revela os mecanismos subtis subjacentes às nossas mais importantes, e por vezes mais frágeis, relações com os outros.
Greenie Duquette distribui a sua energia apaixonada entre a padaria que possui em Greenwich Village e o filho de quatro anos, George. O marido, Alan, parece estar afundado numa depressão da meia-idade enquanto Walter, o seu colega de profissão mais chegado, sofre de um desgosto de amor. É exactamente no restaurante de Walter que o governador do Novo México, que está de visita, prova o bolo de coco de Greenie e decide persuadi-la a sair da cidade para ser sua chef. Por razões que vão da ambição ao desespero, ela aceita – e mete-se a caminho para oeste, sem o marido. Esta decisão impulsiva, assim como vários acontecimentos fora do seu controlo, vão mudar o curso da vida de algumas pessoas em redor de Greenie.»
No entanto, rapidamente me vi enredada numa teia de personagens que, aparentemente sem muito em comum, se vão cruzar, sem que haja grandes explicações. Adorei as descrições culinárias relacionadas com a pseudo-protagonista e a forma como decorre a vida de uma chef de um governador, mas não é o centro da história. Talvez o centro seja diferente para cada um dos leitores; as pesonagens decobrem-se, encontram-se, aquando do 11 de Setembro e daquilo que lhes sugere\ameaça nas suas vidas. Faz-nos pensar sobre relações, sobre prioridades e sobre o efémero. No entanto, como o final é vago, parece que nada vale a pena pois o efémero somos todos nós... e aqui recordo a rosa do Principezinho, nós é que damos importância a coisas e a pessoas... Fiquei a pensar se a tradução do título estaria bem feita mas o meu inglês não chega aos cambiantes necessários para julgar de «The whole world over» fica bem com «Pelo mundo fora». Por mim, não achei as viagens que queria, a não ser pelo mundo interior de cada uma das personagens. A revisão deixa muito a desejar: há erros ortográficos vários, como «há» sem «h» e «encaraculados»... Se a Civilização se dá ao trabalho de fazer uma sobrecapa, seria de esperar que a revisão também fosse importante. É uma leitura de férias, lê-se bem e gostaria de a discutir com mais alguém. Descobri agora que há um livro anterior da autora que, ao que parece, não está publicado em Portugal, «Three Junes», título brasileiro «Três Verões», com personagens deste «Pelo mundo fora». A lógica desta política editorial passa-me um pouco ao lado; a própria página da editora faz referência ao livro anterior e ao prémio com ele recebido.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Reconciliada
Afinal, she did not lost her touch. Só anda meio perdida.
Inés da minha alma é o livro que anda dentro da mala, ou melhor, dentro da book cover.
Comprado na feira do livro, lidos que estavam os livros de Maio e Junho e pensando que era a última oportunidade que dava à Isabel. :)
E que bela oportunidade. É este o registo dela de que gosto. Romance histórico, mulheres de garra, descrições épicas.
Estou a amar! E a acabar!
Sinopse:
Inés Suárez é uma jovem e humilde costureira oriunda da Extremadura que embarca em direcção ao Novo Mundo para procurar o marido, extraviado com os seus sonhos de glória do outro lado do Atlântico. Anseia também por viver uma vida de aventuras, vedada às mulheres na pacata sociedade do século XVI.
Na América, Inés não encontra o marido, mas sim uma grande paixão: Pedro de Valdivia, mestre-campo de Francisco Pizarro, ao lado de quem Inés enfrenta os riscos e as incertezas da conquista e fundação do reino do Chile.
Neste romance épico, a força do amor concede uma trégua à rudeza, à violência e à crueldade de um momento histórico inesquecível. Através da mão de Isabel Allende, confirma-se que a realidade pode ser tão ou mais surpreendente que a melhor ficção, e igualmente cativante.
Inés da Minha Alma, de Isabel Allende / Difel, 2006
sábado, 24 de maio de 2008
Chuck Palahniuk, Diário
Outro livro que me foi oferecido, desta vez pelo meu afilhado, que gosta de me «abrir horizontes»... É estranho, muito estranho. Nunca se sabe o que dali vai sair. Começa por parecer ser um diário de coma do marido da protagonista. Mas depressa vemos que tudo a ultrapassa e ela se sente pressa numa qualquer maquinação. Até conseguirmos descobrir o fim, nem nos passa pela cabeça o que vai acontecer... Posso referir que um dos hábitos do marido em coma, enquanto estucador ou algo que o valha, é emparedar partes das casas em que trabalha após deixar as paredes cobertas por frases enigmáticas... É daqueles livros que nos deixa as sobrancelhas arregaladas. Não sei bem se gostei...terça-feira, 20 de maio de 2008
Amélie Nothomb
Mais do que de um livro, hoje falo de uma autora. Dizer que ADORO os livros dela é pouco. Gosto acima de tudo dos universos «bizarros» que ela cria. Os seus livros são originais, leves, delicados e cruéis. Estranhos. E como tal ou se estranham ou se entranham. Em Portugal estranham-se mais do que se entranham, parece-me. A atestar pela lista dos não-publicados. Em França é um fenómeno. Escreve um livro por ano (todos muito curtos) e é verdadeiramente venerada. Só pelos títulos dos livros já dá para perceber um bocadinho do universo bizarro de Amélie Nothomb.
Amélie Nothomb (Kobe, Japão, 1967) é uma escritora belga.
Passou a infância e a adolescência no Extremo-Oriente, em particular no seu país natal e na China. Profundamente marcada pelo Japão, onde o seu pai foi embaixador, fala fluentemente japonês e foi intérprete em Tóquio. «Grafómana», como se define a si própria, escreve desde sempre. Em 1992, com 25 anos, fez a sua entrada no mundo das letras, sendo hoje uma das figuras mais mediáticas da cena literária francesa. Tem nacionalidade belga e vive normalmente em Bruxelas.
Romances publicados
Higiene do Assassino (1992) – Editorial Presença
Le Sabotage Amoureux (1993) – inédito em português
Les Combustibles (1994) – inédito em português
Les Catilinaires (1995) – inédito em português
Péplum (1996) – inédito em português
Attentat (1997) – inédito em português
Mercure (1998) – inédito em português
Temor e Tremor (1999) – Editorial Bizâncio / Colecção Asa de Bolso – Grande Prémio de Romance da Academia Francesa
Metafísica dos Tubos (2000) – Editorial Bizâncio
Cosmética do Inimigo (2001) – Editorial Bizâncio
Dicionário de Nomes Próprios (2002) – Edições Asa
Antichrista (2003) – Edições Asa
Biographie de La Faim (2004) – inédito em português
Acide Sulfurique (2005) – Ácido sulfúrico - Edições Asa
Journal d'hirondelle (2006) - inédito em português
(retirado daqui)
Deixo o livro que me deu a conhecer o universo Nothomb (Temor e Tremor)
«O senhor Haneda era o superior do senhor Omochi, que era o superior da senhora Mori, que era a minha superiora. E eu, eu não era superiora de ninguém. Por conseguinte, na companhia Yumimoto, eu estava às ordens de toda a gente.»
Recém-chegada à Yumimoto Corporation, uma empresa japonesa, Amélie, uma jovem ocidental, cedo se apercebe de que a hierarquia representa tudo. Quem se cinge ao seu lugar, sobrevive; quem tenta quebrar barreiras, será arrasado. Desde o seu primeiro dia de trabalho que a determinada mas desafortunada Amélie comete erro atrás de erro, sendo que um dos maiores é ter a infelicidade de simpatizar com a sua superior imediata, a bela, eficiente e gélida senhora Mori. O que se segue é um perverso e ritual processo de humilhação. Mas mesmo quando a vida de Amélie na Yumimoto Corporation entra numa inexorável e hilariante espiral descendente, o que ela aprende sobre si própria e os seus colegas é alternadamente delicioso, ultrajante e surpreendente.
(Não quero puxar brasas a sardinhas, mas tinha que falar dela. - Só quem me conhece perceberá esta conclusão.)





