Comprei-o na segunda-feira. Terminei-o há minutos. Sempre são 440 páginas. Por um lado, estou em casa, o que significa que tenho muito tempo livre. Mas não foi por estar a adorar a leitura que o li assim tão depressa e decidi que tinha que o terminar hoje. Posso dizer que é o tipo de livro que me incomodou, mexeu comigo e a maior parte do tempo senti-me desconfortável a lê-lo. Por um lado tinha que saber o desenlace da história, e a escrita é cativante e absorvente o suficiente para o ler de uma assentada. Por outro lado, queria terminar este livro para o arrumar na prateleira e não pensar mais nele.
Nunca tinha lido nada da Jodi Picoult e parece-me que vou demorar algum tempo a voltar a fazê-lo. Acredito que para muitas pessoas, se calhar para a maioria, seja um livro excelente, a minha opinião é mesmo muito pessoal, mas eu achei a história revoltante e demasiado surrealista para ser verdadeira. Custa-me a acreditar que alguém, no seu perfeito juízo, tomasse aquele tipo de atitude com os filhos. E no entanto, é bem possível que isso aconteça, mesmo na cultura ocidental.
Sinopse
Há dezoito anos que os Harte e os Gold vivem lado a lado, partilhando tudo, desde comida chinesa e varicela até irem buscar os filhos uns dos outros à vez. Quer os pais quer os filhos são melhores amigos, por isso, não é nenhuma surpresa quando a amizade entre Chris e Emily se transforma em algo mais na altura do liceu. Tornaram-se almas gémeas no momento em que Emily nasceu. Quando ligam do hospital por volta da meia-noite, ninguém está preparado para a verdade terrível: Emily, com apenas dezassete anos, está morta devido a um tiro na cabeça, aparentemente resultado de um pacto suicida. A arma contém uma bala que Chris diz à polícia estar-lhe destinada, mas uma detective local tem dúvidas. Os Harte e os Gold, num único momento aterrador, têm de encarar o pior medo de um pai: será que conhecemos mesmo os nossos filhos?