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domingo, 18 de maio de 2008

O rapaz de bronze


Sabes - dizia Florinda ao Rapaz de Bronze - em frente da minha janela há uma tília. E no Verão, quando durmo com a janela aberta, antes de adormecer olho para a tília e vejo as folhas da tília a dançar, vejo-as fazer sinais umas às outras e oiço-as conversas, e oiço um murmúrio de segredos. E de dia conto isto às pessoas. Mas todos dizem: - as folhas não conversam nem fazem sinais. É o vento que faz mexer as folhas.

No meio da minha recente mudança de casa, "tropecei" num livro que julgava perdido, depois da venda da minha casa de infância. Afinal, resgatara-o a tempo e tinha-o aqui ao lado. É um livro que adorei e adoro, para todas e quaisquer idades.
O Rapaz de Bronze, de Sophia de Mello Breyner (8.ª Ed., Moraes Editores), fez-me sonhar muito quando, há mais de 20 anos atrás, o li pela primeira vez... E marcou-me para sempre...