Primeiro, quais as reacções de quem fica sem ele e de quem o irá obrigatoriamente acompanhar; depois, quem acompanha o bicharoco, como é reunido o grupo e como reagem as personagens a uma viagem planeada à portuguesa... Muita reflexão, muita ironia saramagueana, algumas divertidas comparações anacrónicas.
Tenho que dizer que não colocaria este livro ao nível de um delirante Todos os Nomes (acho que é um dos meus preferidos) ou do enredado História do Cerco de Lisboa ou mesmo dos cruéis Ensaio sobre a Cegueira e O Evangelho Segundo Jesus Cristo. Lê-se bem (um dos meus alunos do 8º ano leu-o e eu enchi-me de brios...) mas confesso que o fiz em doses pequenas porque lá me ia arrancando um bocejo... Quando estamos cansados, precisamos de mais do que de reflexões e eu acho que algo me foi escapando neste livro... Não querem falar de outros Saramagos lidos? Fez um ano que eu escrevi isto e eis-me de volta ao Conto... (já agora, tirem lá dali a foto da capa, Novembro já era há muito...)



