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terça-feira, 28 de abril de 2009

A Viagem do Elefante


Achei uma vergonha não ler Saramago há tanto tempo. Então, peguei no mais recente. É mais pequeno que o costume, tem menos «acontecimentos», se lhes podemos chamar assim. Conta o que o título nos diz, como levaram o elefante Salomão de Lisboa até Valladolid para presentear o Arquiduque Maximiliano da Áustria. Maaaiii nada... E que se passa nessa viagem?
Primeiro, quais as reacções de quem fica sem ele e de quem o irá obrigatoriamente acompanhar; depois, quem acompanha o bicharoco, como é reunido o grupo e como reagem as personagens a uma viagem planeada à portuguesa... Muita reflexão, muita ironia saramagueana, algumas divertidas comparações anacrónicas.
Tenho que dizer que não colocaria este livro ao nível de um delirante Todos os Nomes (acho que é um dos meus preferidos) ou do enredado História do Cerco de Lisboa ou mesmo dos cruéis Ensaio sobre a Cegueira e O Evangelho Segundo Jesus Cristo. Lê-se bem (um dos meus alunos do 8º ano leu-o e eu enchi-me de brios...) mas confesso que o fiz em doses pequenas porque lá me ia arrancando um bocejo... Quando estamos cansados, precisamos de mais do que de reflexões e eu acho que algo me foi escapando neste livro... Não querem falar de outros Saramagos lidos? Fez um ano que eu escrevi isto e eis-me de volta ao Conto... (já agora, tirem lá dali a foto da capa, Novembro já era há muito...)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Ensaio sobre a Cegueira

Título: Ensaio sobre a Cegueira
Autor: José Saramago
Editora: Caminho


Sinopse:
"Uma cidade é devastada por uma epidemia instantânea de "cegueira branca". Face a este surto misterioso, os primeiros indivíduos a serem infectados são colocados pelas autoridades governamentais em quarentena, num hospital abandonado. Cada dia que passa aparecem mais pacientes, e esta recém-criada "sociedade de cegos" entra em colapso. Tudo piora quando um grupo de criminosos, mais poderoso fisicamente, se sobrepõe aos fracos, racionando-lhes a comida e cometendo actos horríveis. Há, porém, uma testemunha ocular a este pesadelo: uma mulher, cuja visão não foi afectada por esta praga, que acompanha o seu marido cego para o asilo. Ali, mantendo o seu segredo, ela guia sete desconhecidos que se tornam, na sua essência, numa família. Ela leva-os para fora da quarentena em direcção às ruas deprimentes da cidade, que viram todos os vestígios de uma civilização entrar em colapso. A viagem destes é plena de perigos, mas a mulher guia-os numa luta contra os piores desejos e fraquezas da raça humana, abrindo-lhes a porta para um novo mundo de esperança, onde a sua sobrevivência e redenção final reflectem a tenacidade do espírito humano."


Estreei-me na obra do nosso Nobel. E francamente, gostei. Um tema muito original. Acho que vou aventurar-me outra vez na sua já extensa bibliografia.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

30 anos antes

Este foi o primeiro livro de José Saramago, publicado 30 anos antes do segundo. O jovem José Saramago, com 24 anos, viu publicado o seu primeiro romance com a condição imposta pelo editor de mudar o título original, "A viúva", para "Terra do Pecado" por "vender mais".
Interessante, pela tenra idade do futuro prémio Nobel e pela distância que separa esta obra do segundo livro que editou, mas literariamente falando não é propriamente uma grande obra. Dir-se-ia escrito por outra pessoa, não encontrei nada que me fizesse sequer suspeitar do que veio depois. Fez-me lembrar os livros do Camilo Castelo Branco pela sofrida e torturada personagem principal e pela velha moral à portuguesa que caracteriza o enredo.

Foi este o meu livro do mês de Novembro e resultou de uma escolha entre os livros deste autor que tenho e ainda não li. O novo ainda não comprei porque creio que o Pai Natal mo vai oferecer. Já em Dezembro comecei a ler "O Jogo do Anjo" e, tal como aconteceu com "A sombra do vento", estou a adorar.




quarta-feira, 23 de abril de 2008

O Conto da Ilha Desconhecida


Já que o sugeri, posso falar um pouco dele neste Dia Mundial do Livro. É um conto e, por isso, curto. Aconselho-o a quem quiser descobrir José Saramago pois tem as características da sua obra e é curto... Os meus alunos de nono ano aderiram-lhe bem, talvez fiquem preparados para o fôlego necessário do Memorial, no 12º ano. O Conto da Ilha Desconhecida relata-nos como o homem que queria um barco para procurar uma ilha desconhecida foi capaz de descobrir muito mais sem ir muito longe. É um conto sobre a busca de si mesmo, que nos ocorre tantas vezes, centrada num alvo que se torna simbólico. As personagens são também simbólicas mas irónicas, a linguagem brinca com elas e faz-nos procurar o nosso próprio ritmo (razão da ausência dos habituais sinais de pontuação usados no diálogo porque, ao contrário do que se ouve, estão lá os pontos finais e as vírgulas, faltam os restantes sinais de entoação, que soam na nossa leitura pelo contexto). Fala de sonho, de descoberta e de amor mas também de comodismo... Lê-se bem, experimentem!


Editorial Caminho
Género(s): Literatura
Ilustrador(es): Bartolomeu dos Santos
Ilustrações: cores
Acabamento: brochado
Dimensão: 13,5x21 cm
Páginas: 40
Peso: 68 g Colecção: «Obras de José Saramago», n.º 30
Código: 27.030
ISBN: 9789722112635
1.ª edição: Maio 1999
2.ª edição: Julho 2005
Preço: 5,00 € ','','http://www.editorial-caminho.pt/img/cesto_ROL.gif',1)" onmouseout="MM_swapImgRestore()">Encomendar